165 anos de Queimado: a luta não pode cessar

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O deputado Roberto Carlos teve um artigo publicado nesta quarta-feira (19), no jornal A Gazeta, página 17. O texto fala sobre a Revolta do Queimado e a importância da luta atual, por uma sociedade mais justa para todos os brasileiros.
Confira a íntegra do artigo.

165 anos de Queimado: a luta não pode cessar

Há exatos 165 anos tinha início a maior resistência negra no Espírito Santo contra a escravidão, a Insurreição do Queimado, ocorrida na Serra. Uma data importante a ser lembrada, já que a luta pela liberdade naquele episódio remete aos dias atuais, quando nos deparamos ainda com o preconceito e o subjugamento impostos à população negra em nosso País.

Ao longo desses anos, há conquistas expressivas, como a criação do Estatuto da Igualdade Racial; a previsão constitucional que torna o racismo crime inafiançável e imprescritível; a adoção de políticas afirmativas; a inclusão da cultura afro-brasileira no histórico escolar; e a criação de conselhos e instâncias para discutir e adotar ações de reconhecimento da identidade.
Mas há ainda muito a ser feito para conscientizar a totalidade da população sobre a necessidade de condições isonômicas e o respeito a todos os seres humanos – uma demanda latente, percebida em diversos meios em nossa sociedade.

Na internet, são comuns comentários carregados de racismo e perversidade. No noticiário, vemos casos de hostilidade e ofensas atribuídas à cor da pele destinadas a jogadores e juízes de futebol; nos surpreendemos com negros presos por crimes não cometidos; ou com a uma mulher que pede que a manicure negra se retire do salão de beleza porque sua presença a incomodava.
Além de casos pontuais, os números refletem a necessidade de uma maior inserção da população negra, que ainda tem salários em média 60% menores; adolescentes negros têm 3,7 vezes mais chances de serem assassinados; e, dos universitários que concluíram o ensino superior em 2010, apenas 6,13% são declaradamente pretos ou pardos.

É necessário que cada um de nós se engaje para tornar a sociedade brasileira mais igualitária para nossos filhos, sejam eles negros, pardos, índios, brancos ou amarelos. É com justiça e equilíbrio entre as raças que alcançaremos um País de reais oportunidades para todos. A Insurreição de Queimado nos convida para esta reflexão e mostra que somos aguerridos para isso!

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Deputado Roberto Carlos propõe Sessão Solene e homenageia 165 anos da Revolta do Queimado

Para lembrar a resistência contra a escravidão e a luta pela dignidade da população negra, acontece nesta quarta-feira (19), na Assembleia Legislativa, auditório Dirceu Cardoso, a Sessão Solene em Homenagem aos 165 Anos da Revolta do Queimado. O evento é proposto pelo deputado Roberto Carlos e irá homenagear 15 pessoas com a Comenda Chico Prego.

A Revolta do Queimado ocorreu em 1849, em São José do Queimado, na Serra, e foi o maior levante de escravos por liberdade já registrado na história do Espírito Santo. Na época, três negros escravos – Chico Prego, Elisiário e João da Viúva – foram os responsáveis por liderar a insurreição, exigindo a alforria dos escravos.

“O final da revolta resultou em prisões e mortes de muitos negros, mas a luta ficou para a história e não pode ser esquecida. Lembrarmos da resistência desses heróis é importante para continuarmos a defender uma sociedade mais justa nos dias atuais”, disse Roberto Carlos.

A Sessão Solene em homenagem à Revolta do Queimado é proposta pelo deputado Roberto Carlos desde 2005, quando então era vereador pelo município da Serra, e tem por finalidade lembrar a luta dos negros escravos pela liberdade.

Foto Antonio Carlos Sessa (Tonico) (72)

Sessão solene da “Revolta do Queimado”, em 2013, no plenário da Assembleia Legislativa (Foto: Tonico/ Ales)

Confira os homenageados:

Antônio Bento da Silva Filhonascido em Belford Roxo, Rio de Janeiro, o artista é nacionalmente conhecido como Toni Garrido e compõe a banda de reggae Cidade Negra desde 1994. Fisioterapeuta por formação, Toni começou a tocar violão e cantar na igreja e se tornou um dos artistas mais versáteis do cenário nacional: além de cantar, compõe, apresenta e representa, tendo feito trabalhos como ator, entre eles protagonizar o filme Orfeu. Em seus diversos trabalhos, eleva o nome do Brasil até internacionalmente.

Eliézer de Albuquerque Tavaresé formado em Administração pela FAESA, com Mestrado e Especialização em Educação pelo Instituto Pedagógico Latino Americano e Caribenho de Havana, Cuba. É funcionário do Banestes desde 1985 e foi professor de nível médio e universitário. Foi vereador em Vitória por três mandatos e autor do projeto de lei que institui, na rede municipal de ensino fundamental, o conteúdo antirracista e antidiscriminatório. É militante das causas dos direitos humanos.

Emerson Magno Santana Ribeiro, nascido no bairro Alto Boa Vista, Xumbrega, como é conhecido, canta o que seu município, Cariacica, tem de melhor. Ocupa o cargo supremo de sua agremiação do coração, o GRES Independente de Boa Vista, no posto de presidente. Na agremiação, que atualmente é tricampeã do Carnaval Capixaba, ele também ocupa o papel de intérprete para defender a azul, vermelho e branco de Itaquari.

Gustavo Henrique Araújo Forde, capixaba, militante do movimento negro capixaba desde os anos 90. É professor com atuação na educação básica e na pós-graduação e pesquisador na temática relação étnico-racial e afrodescendência na educação. Desenvolveu diversas ações na luta social, da produção acadêmica e da ação pedagógica. Ajudou a propor o Conselho Municipal do Negro da Serra e a elaborar o projeto de Cotas na Ufes. É membro fundador e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros do Ifes.

Jefferson Nunes Pereira Júnior, natural de Vitória, Capitão Pereira é comandante da 1ª Cia do 7º Batalhão da Polícia Militar e tem longa trajetória no processo de construção da Igualdade Racial. Foi um dos fundadores do Pré-vestibular Popular Quilombo, no Bairro Maracanã, Cariacica, entidade atua ainda na formação cidadã de jovens negras e negros da periferia. Em 2008, participou da ação pioneira no Estado de introduzir na grade curricular do Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar a discussão da relação de Segurança Pública e Promoção da Igualdade Racial, ministrando aulas para os novos policiais.

Jorge Carlindo Da Silvamestre Jorginho, como é conhecido, é natural do Rio de Janeiro e morador do Espírito Santo há 37 anos.  É projetista mecânico e empresário no ramo siderúrgico. Praticante ativo do futebol e da cultura , especificamente escola de samba (mestre de bateria). Está sempre envolvido com toda a família em movimentos culturais, como voluntários.

José Roberto Andrade, advogado, designado primeiro presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB-ES, em setembro de 2012. Comissão esta que Andrade ajudou a reivindicar sua criação e atualmente conta com agenda intensa para discutir a temática. Ele tem histórico de militância em direitos humanos, principalmente através da Ordem dos Advogados do Brasil, quando atuou em sua Comissão de Direitos Humanos. Sua atuação na questão racial sempre foi difusa, combatendo a desigualdade racial em sua militância partidária e na OAB.

 Luiz Inácio Silva da Rocha, conhecido também como Lula, é morador de Cariacica e militante do Movimento Negro. Participou ativamente do processo contemporâneo de organização da Juventude Negra Brasileira, ajudando na criação do Fórum Nacional e Estadual de Juventude Negra (FONAJUNE e FEJUNES), e pautando a necessidade de enfrentamento aos altos índices de homicídio que recai sob este segmento. Lula também é integrante de diversas entidades de amparo a crianças e jovens e de defesa dos direitos humanos.

Mauricio José da Silva, secretário de Estado da Cultura. É técnico cultural efetivo do Estado há 35 anos e já passou pela Fundação Cultural do Espírito Santo. Foi gestor do Departamento Estadual de Cultura (antigo DEC), de 1987 a 1991. Por 16 anos, Maurício também foi diretor do Theatro Carlos Gomes, um dos mais importantes espaços culturais do Espírito Santo.

Olindina Serafim Nascimento, pedagoga, mestre em Educação Ufes e professora da rede municipal de São Mateus, onde atuou como coordenadora de Formação Continuada das Relações Étnico-Raciais. Atualmente é coordenadora de Comunidades Tradicionais e Diversidade Religiosa na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. É membro da Coordenação Estadual de Quilombos do Espírito Santo e da Comissão Quilombola do Sapê do Norte.

Osvaldo Martins de Oliveira, nascido em Linhares, é filósofo com mestrado e doutorado em Antropologia. Professor adjunto de Antropologia, da Ufes. Coordena o Programa de Pesquisa e Extensão “Jongos e Caxambus: culturas afro-brasileiras no Espírito Santo”; e coordenou o comitê Quilombos da Associação Brasileira de Antropologia. É pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Identidade e Relações Étnicas da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisador colaborador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Ufes.

Sandro José da Silva, capixaba nascido em Vitória, é doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas e Bacharel em Ciências Sociais pela Ufes. Professor na Ufes, desenvolve projetos de pesquisa e extensão sobre relações étnico-raciais, patrimônio cultural e Direitos Humanos.

Suely Bispo, atriz, mestre em estudos literários, poeta e historiadora. Começou a atuar no Movimento Negro no final dos anos 80. Participou da criação do Grupo de Mulheres Negras no ES e no princípio do Oborin Dudu. É sócio-fundadora do Instituto ELIMU Professor Cleber Maciel e integra o grupo de pesquisadores da entidade. Seus trabalhos geralmente se relacionam com a valorização da cultura negra, cidadania e ecologia. Foi coordenadora do Museu Capixaba do Negro de maio 2012 a outubro de 2013.

Vacinto Rosário Bento, nascido em Nova Almeida e conhecido como Mestre Zé Bento, é funcionário público municipal aposentado e já foi vereador na Serra de 1993 a 1996. Foi líder comunitário e há 40 anos tem sido um representante do congo em Nova Almeida. Ele dá aulas de congo em diversas instituições sociais. Os trabalhos são frutos do “Embarque neste Projeto: Não Deixe Nossa Cultura Morrer”, criado por ele. Bento também contribui para o Carnaval de Nova Almeida como mestre de bateria do Bloco Tradição.

Vandete Ramos, residente em Jacaraípe, na Serra, Vandete há 38 anos lida com a Doença Falciforme, que é genética e geralmente acomete a população afrodescendente (negros e pardos). Passou a ser uma pessoa atuante no tema quando descobriu a doença em seu filho, quando ele tinha dois anos de idade. Conheceu várias mães com filhos com mesma doença e montou a Associação de Portadores da Anemia Falciforme do Espírito Santo (Afes), realizando, com o deputado Roberto Carlos, diversas audiências públicas para troca de informações e busca de apoio contra a doença.

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Cidade Negra e AR3 em Manguinhos nesta quarta (19)

Turnê Sustentável CN - Vivo Rio (28)

O cantor Toni Garrido é vocalista da banda “Cidade Negra” (Foto: Divulgação)

Como parte da programação em homenagem à Revolta do Queimado, acontece nesta quarta-feira (19), na Praça Central de Manguinhos, na Serra, show da banda de reggae nacional Cidade Negra.

O evento acontece a partir das 20 horas, com apresentação musical de abertura da banda capixaba AR3.  Os shows são organizados pelo gabinete do deputado Roberto Carlos e são promovidos pela Prefeitura da Serra e pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura.

Antes do show, o cantor Toni Garrido, vocalista da banda Cidade Negra, será um dos 15 homenageados na Sessão Solene dos 165 da Revolta do Queimado, que acontece às 19 horas no auditório Dirceu Cardoso, na Assembleia Legislativa.

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Recomendação de Leitura: Luta de Classes

Texto de Paul Singer 

Publicado em Folha de São Paulo 

Reconhecer a pancadaria ao redor de nossa política econômica como luta de classes é necessário para que o público que vai decidir essa parada nas urnas não seja levado a pensar que se trata de uma contenda entre peritos e jovens ingênuos

Desde que a presidenta Dilma Rousseff denunciou a “guerra psicológica” que estaria sendo travada contra os esforços de seu governo para acelerar o crescimento da economia brasileira, os adversários acirraram suas críticas à política econômica vigente, tornando o debate sobre essas questões um dos mais importantes pomos de discórdia que animam os embates entre os candidatos à Presidência nas próximas eleições.

É interessante observar como esses debates –travados num país como o nosso, em pleno emprego há cinco anos– não se distinguem na essência dos debates travados na maioria dos países capitalistas que são democráticos.

Nestes países, quase sempre o desemprego é o mais importante problema social, causa de profundo sofrimento dos que se sustentam mediante trabalho assalariado, tanto dos que têm emprego e temem perdê-lo como dos que foram demitidos e enfrentam grandes dificuldades em conseguir outro.

Isso se aplica tanto a países tidos como “falidos”, como a Grécia e outros da periferia sul da Europa, como aos Estados Unidos e outros que hospedam poderosas multinacionais financeiras e utilizam seu poderio político-econômico para impor a países esmagados por portentosas dívidas públicas ruinosas políticas de “austeridade”, cujo efeito é produzir recessões sucessivas, que ampliam o desemprego e a desgraça dos que não são donos de empresas nem sequer de instrumentos de trabalho que lhes permitiriam ganhar a vida por conta própria.

A maior parte das divergências que atualmente alimentam as controvérsias giram ao redor da questão do emprego e do tamanho e destino do gasto público e de como o ônus dele decorrente é repartido entre as classes sociais que compõem o universo dos contribuintes.

Ao lado desses dois temas, aparecem assuntos correlatos: como os ganhos de produtividade do trabalho são repartidos entre lucros e salários, como a inflação responde ou não aos aumentos de salários e como a valorização cambial da moeda nacional afeta as exportações e as importações.

A base da maioria dessas controvérsias está no tamanho do poder do Estado em controlar e conduzir a economia nacional, tendo por objetivo atender mais ou menos as reivindicações da maioria pobre da população, que constitui também a maioria do eleitorado.

A classe dominante é formada pelos capitalistas que têm por objetivo a sua “liberdade” de fazer o que quiserem com o câmbio, com a localização geográfica de seus investimentos, com os preços e juros que eles cobram dos clientes. Para tanto, eles reivindicam a exclusão do Estado da arena econômica.

A esse respeito, os interesses dos capitalistas e das classes trabalhadores não podem deixar de se contrapor. O povo trabalhador depende das políticas ditas “sociais” que tomam a forma de serviços públicos essenciais: saúde, segurança, transporte, energia, telecomunicações, educação de crianças, jovens, adultos e idosos, habitação social, previdência, cultura etc..

Embora os serviços públicos estejam à disposição de toda a população, somente os pobres dependem deles. As classes abastadas não os usam, porque quase todos eles têm como contraparte serviços análogos prestados por empresas capitalistas privadas.

O entrechoque de interesses fica flagrante no caso do transporte urbano: o espaço de circulação é disputado por automóveis de passageiros e ônibus e outras modalidades de transporte público.

A mesma disputa fica tristemente óbvia quando os porta-vozes da classe capitalista encenam campanhas contra o tamanho dos impostos, quando todos sabem que o SUS, o Sistema Único de Saúde do qual dependem os trabalhadores, carece de meios para curar e salvar vidas porque o Orçamento do governo federal não dispõe de recursos para tanto.

A luta de classes até o fim do século passado se travava entre liberais extremados, conhecidos como neoliberais, e partidários de diferentes socialismos então sendo praticados em diversos países. Atualmente, a maioria desses socialismos “realmente existentes” não existe mais. A plataforma dos críticos e adversários do capitalismo hoje é inspirada tanto no marxismo como em autores profundamente comprometidos com a democracia como Keynes, Gramsci, Karl Polanyi, Rosa Luxemburgo e Baruch Spinoza.

O que atualmente surge como alternativa mais significativa ao capitalismo é a economia solidária, praticada por setores organizados em movimentos sociais em todos os continentes, geralmente sob a forma do cooperativismo.

A economia solidária é um modo de produção que surgiu nos alvores da primeira revolução industrial, no início do século 19, na Grã-Bretanha e na França, como reação aos salários miseráveis pagos então aos operários, operárias e crianças nas fábricas por jornadas extenuantes de 15 ou mais horas…

Ocorrendo conflitos com os patrões, os grevistas eram despedidos e, em reação, formavam suas próprias oficinas, uma vez tendo aprendido os segredos do ofício.

Desse modo surgiram as primeiras cooperativas de trabalho, empresas pertencentes aos trabalhadores, que as administravam coletivamente, cada sócio tendo um voto nas assembleias em que as decisões eram adotadas. Os ganhos resultantes do trabalho comum eram repartidos por critérios de justiça distributiva entre os sócios, adotados por maioria ou unanimidade nas assembleias.

Esse modelo aperfeiçoado pelos Pioneiros de Rochdale, em 1844, continua sendo praticado, com aprimoramentos de todas as filiadas à Aliança Internacional de Cooperativas, inclusive as agrárias, de consumo, de crédito, de moradia e de diversas outras modalidades.

Hoje, 170 anos depois, o cooperativismo surge como um modo de organizar atividades de produção, comércio justo, poupança e crédito, consumo consciente e responsável e sob a forma de movimento social dedicado à luta contra a miséria e naturalmente como alternativa ao modo de produção dominante –o capitalismo.

Com a difusão da democracia como modelo de normalidade politica, a economia solidária torna-se cada vez mais atraente para os que almejam igualdade e justiça para suas comunidades.

Os seus partidários defendem em geral políticas econômicas inspiradas pelo keynesianismo, cujo objetivo maior é o pleno emprego e a eutanásia do rentista, o que significa o fim da hegemonia global do capital financeiro, que é o maior responsável pelas frequentes crises internacionais, das quais os trabalhadores são as principais vítimas.

O trágico fiasco que precipitou o fim pacífico da maioria dos regimes ditos comunistas abriu um imenso vazio ideológico, político e, por que não, ético que o novo papa Francisco começa a preencher em nome da Igreja Católica.

Por tudo isso, reconhecer a pancadaria ao redor de nossa política econômica como luta de classes é necessário para que o público que vai decidir essa parada nas urnas não seja levado a pensar que se trata de uma contenda entre peritos (experts em inglês) e jovens ingênuos que pouco entendem do que está em jogo.

Os que reagimos aos excessos do neoliberalismo temos em vista, acima de tudo, preservar e enriquecer a democracia em nosso país, como garantia de que a luta por uma sociedade mais justa poderá prosseguir até que seus frutos possam ser usufruídos por todos.

Sobre o autor: PAUL SINGER, 81, é secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi secretário municipal do Planejamento de São Paulo (gestão Luiza Erundina)

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Roberto Carlos vai participar de negociação para melhoria de salários de policiais

O deputado estadual Roberto Carlos colocou-se à disposição da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa para que seja realizado junto ao Governo do Estado com o objetivo de avançar na valorização da categoria de cabos e soldados da Polícia Militar.

“Garantimos, com aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 100/2013, na Casa, algumas melhorias, mas é preciso avançar mais. Eu só vou tirar uma semana de recesso em janeiro, então eu quero me somar à Comissão de Segurança, que vem fazendo um trabalho junto ao Governo do Estado, no sentido de que nós possamos chegar a um bom termo e a um bom entendimento com os cabos e soldados”, disse o parlamentar.

“Eu sou testemunha do trabalho desenvolvido pela Polícia Militar, que merece esse reconhecimento. Vamos realizar uma negociação madura, levando em consideração a responsabilidade financeira do Estado, mas também a valorosa PM, em particular aos cabos e soldados. São eles que chegam, de certa forma, na primeira ocorrência, que enfrentam diretamente a criminalidade e a violência”, ressaltou.

Projetos

Na sessão extraordinária desta quinta-feira (19), foi aprovado o Projeto de Lei Complementar (PLC) 100/2013, de autoria do Executivo, que altera as tabelas de subsídio dos policiais e bombeiros militares, beneficiando cabos e soldados.

Entre as mudanças previstas, está a redução das referências da tabela salarial que permitem aos militares progredirem horizontalmente.

De acordo com o Executivo, na tabela salarial atual o subsídio inicial do soldado é de R$ 2.364,30. A partir de 1º de junho, passará para R$ 2.532,17. O Governo estima que a alteração na tabela salarial resultará no aumento da despesa do pessoal, orçada em R$ 129,5 milhões em 2014, R$ 159,3 milhões em 2015 e R$ 169,2 milhões em 2016.

Já em sessão extraordinária realizada na terça-feira (17), os deputados aprovaram o PLC 73/2013, também de autoria do Executivo, que alterou a remuneração dos oficiais (superiores, intermediários e subalternos) da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Além disso, muda o modelo de concessão da Gratificação de Serviço Extra (GSE).

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Roberto Carlos presta contas de seu mandato em evento prestigiado

Lideranças comunitárias e políticas, sindicalistas, militantes partidários e moradores da Grande Vitória e do interior do Estado lotaram na noite da última terça-feira (17) o Centro Comunitário de Laranjeiras para conferir a Prestação de Contas do deputado Roberto Carlos. O evento contou também com a presença do governador Renato Casagrande; o ex-governador Paulo Hartung; o vice-governador Givaldo Vieira; o presidente do PT-ES, João Coser; a vice-prefeita Lourência Riani; os secretários estaduais Vandinho Leite e Tyago Hoffman e vereadores de diversos municípios.

“Este é mais do que um espaço para divulgarmos nossos feitos. É um chamamento à sociedade e a todos que acompanham nosso trabalho para que confiram nossas ações, critiquem e proponham mudanças. É uma forma de sabermos se estamos, de fato, no caminho certo”, disse o parlamentar, ao relatar suas ações no último ano.

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O governador Renato Casagrande ressaltou a importância da atuação do deputado. “Roberto é um parlamentar de todo o Estado, mas muitas obras que trouxemos para a Serra têm a sua participação, pois foram realizadas por meio do pleito dele. Ele tem um perfil propositivo e programático. Obrigado pela competência, pelo esforço e pelo equilíbrio com o qual atua na Mesa Diretora da Assembleia”, disse Casagrande.

O ex-governador Paulo Hartung também deixou sua mensagem no evento. “Acredito na política como base democrática e republicana. Por isso estou nessa Prestação de Contas, para saudar a política de boa qualidade e esse mandato. Roberto Carlos já era bom professor e bom militante. Agora está sendo um deputado ‘porreta’”, elogiou o ex-governador.

O presidente do PT-ES, João Coser, destacou: “Roberto Carlos é, para nós, do partido, um grande orgulho. Inteligente, muito antes de pensarmos no Prouni (Programa Universidade Para Todos, do Governo Federal), ele foi um dos idealizadores do Pupt (Projeto Universidade Para Todos), que contribui para que muitos dos nossos jovens tenham a oportunidade de entrar na universidade. Ele também dá o exemplo ao realizar uma prestação de contas, que é uma forma de mostrar transparência de seu trabalho”.

“É uma alegria para a gente, que é amigo, e atua junto na vida pública, ver tanta gente reunida nesta Prestação de Contas, mesmo diante desta chuva. Temos mesmo que reconhecer o trabalho desse companheiro”, disse o vice-governador, Givaldo Vieira.

 

 

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Direito à Informação é defendido em seminário

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(da esq. para direita) À mesa: diretor geral da Ales, Paulo Marcos Lemos, Claudio Abramo, deputado Roberto Carlos — proponente do evento — e Tânia Mendes, da Alesp (Foto: Tonico/ Ales)

O diretor-executivo da Ong Transparência Brasil, Claudio Abramo, esteve na Assembleia do Estado nesta quinta-feira (28) para palestrar no Seminário Sobre Transparência, proposto pelo deputado Roberto Carlos. Ele destacou a premissa do direito à informação do cidadão, que é previsto na própria Constituição Federal.

“Não há nenhum ato de um deputado, por exemplo, que possa ser escondido dos eleitores. Porque ele está a serviço dos cidadãos. Apesar de o direito à informação estar previsto na Constituição, um ano após a Lei de Acesso à Informação, que regulamenta esta área, quase 50% das assembleias não a cumpre”, destacou Abramo.

Apesar de lembrar que a Assembleia capixaba foi a primeira a disponibilizar os salários de seus servidores e deputados no site institucional, o deputado Roberto Carlos destacou que há ainda muito a avançar.

“Queremos ir além, de modo que qualquer cidadão possa acessar o site da Ales e saber todas as informações relevantes que acontecem no Legislativo. Temos material humano e vontade política para isso, assim como as informações necessárias. O que nos falta são sistemas que precisam se falar. Mas iremos avançar. Esse seminário tem esse objetivo e foi feito com o apoio político de toda Mesa Diretora, da qual faço parte, sobretudo do presidente, Theodorico Ferraço”, disse o deputado Roberto Carlos.

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Ao final do evento o público também pôde fazer perguntas aos palestrantes (Foto: Tonico/ Ales)

Além de Roberto Carlos e Abramo, compôs a mesa de abertura da palestra a analista do legislativo de São Paulo, Tânia Mendes, e também o diretor geral da Ales, Paulo Marcos Lemos.

No período da tarde, foi a vez de Tânia Mendes, representante do comitê executivo de implementação do portal da transparência da Assembleia Legislativa de São Paulo, realizar palestra. Ela falou a respeito dos gargalos e soluções vividos pela Alesp para implantação e funcionamento do Portal e ainda destacou a importância do cidadão comum ter pleno acesso às informações do Legislativo.

A servidora da Alesp frisou que, “somos servidores e cidadãos, por isso a transparência nos interessa de todas as maneiras. No caso da transparência de um site institucional, o foco principal deve ser o cidadão comum, que muitas vezes sequer domina a técnica de manipular o computador. Então as informações devem ser muito claras”.

Ela também destacou que um portal transparente nunca está pronto. “À medida que avançamos, novas demandas vão surgindo. O portal deve ser dinâmico, aberto a críticas e sugestões”, destacou.

Quem também esteve presente na palestra pelo período da tarde foi o secretário-geral da Mesa Diretora, Carlos Eduardo Casa Grande.

Ao final dos trabalhos foi apresentada uma proposta minuta de resolução criando o Comitê Executivo de Transparência da Ales. O material ficará com os servidores da Casa, que poderão contribuir para a produção do texto final. O comitê será o responsável por implementar as mudanças no portal.

Contato/ Sugestão/ Acompanhamento das ações do mandato:

Facebook: http://www.facebook.com/RobertoCarlosTelesBraga

Twitter: @noticiasRCarlos

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